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Maior colégio eleitoral do país, SP terá mais de 114 mil urnas

Cerca de 114,5 mil urnas eletrônicas no estado de São Paulo iniciam preparação para o primeiro turno das eleições de 2026, marcado para 4 de outubro

Maior colégio eleitoral do país, SP terá mais de 114 mil urnas

Cerca de 114,5 mil urnas eletrônicas do estado de São Paulo começaram nesta quarta-feira (23) a ser preparadas para o primeiro turno das eleições deste ano, que será realizado no dia 4 de outubro.

Somente na capital paulista, mais de 28 mil máquinas serão utilizadas.

Início da preparação e local

Uma cerimônia pública, realizada na primeira zona eleitoral da capital paulista, marcou o início da preparação, quando cada urna passa a receber as informações oficiais das eleições, como os dados do eleitorado, as seções eleitorais e as candidaturas. Na primeira zona eleitoral, por exemplo, há 449 seções eleitorais, e serão preparadas 505 urnas eletrônicas. As urnas a mais são necessárias para uma situação emergencial, para substituição de algum equipamento com problema durante a votação.

Prazos e responsáveis

"O tribunal estabeleceu para que isso [preparação] seja feito até a antevéspera da eleição, no dia 2 de outubro, sexta-feira”, explicou Erick Viana, chefe de cartório da primeira zona eleitoral de São Paulo.

Processo de preparação das urnas

O processo de preparação das urnas tem início com a geração das mídias que contêm os sistemas eleitorais e dados do eleitorado e das candidaturas. As mídias são dispositivos semelhantes a pen drives, em que são gravadas as informações necessárias para o funcionamento das urnas.

Na sequência, os dados das mídias são inseridos nas máquinas correspondentes a cada seção eleitoral. Nessa etapa, as urnas também passam por um teste de funcionamento, sendo posteriormente lacradas para a votação.

“Cada urna chega nos cartórios eleitorais vazias, sem dados. E agora começamos a inserir esses dados”, disse Viana. “Após essa etapa, fazemos uma verificação por amostragem da integridade dos sistemas e as urnas são então lacradas e preparadas para o dia da votação”, afirmou.

Etapas de lacre, auditoria e distribuição

Urnas lacradas são identificadas por município, local de votação e seção eleitoral.

Depois, são armazenadas em caixas devidamente lacradas e assinadas pelas autoridades presentes, como os juízes eleitorais, promotores e representantes de partidos e coligações.

É feita a auditoria por amostragem, que garante a segurança, a transparência e a confiabilidade do sistema eletrônico no país.

Urnas serão distribuídas para os locais de votação na véspera das eleições.

Segurança e confiabilidade

Todo o processo de preparação da urna, segundo Viana, respeita protocolos e procedimentos rigorosos de segurança.

“Historicamente, tem-se provado que as urnas são extremamente seguras. Não houve comprovações de fraude em toda a história de funcionamento das urnas eletrônicas”.

Posicionamento institucional

Em entrevista à imprensa, o presidente do TRE-SP, José Antonio Encinas Manfré, destacou a segurança do sistema eleitoral do Brasil.

“Podemos reiterar que as urnas eletrônicas são seguras. O voto dado é o voto computado”, disse.

“O protagonista das eleições, que é o eleitor ou eleitora, pode votar com toda a segurança e serenidade porque todas as providências estão sendo tomadas pela Justiça Eleitoral para que, mais uma vez, haja segurança e confiança da sociedade [no sistema eleitoral do país]”.

O que está em jogo no dia da eleição

No dia 4 de outubro, os eleitores vão escolher os candidatos para presidente da República, governador, senadores (duas vagas), deputado federal e deputado estadual ou distrital.