Caminhos da Reportagem: importância do voto para jovens e idosos

Programa da TV Brasil discute o voto facultativo de jovens de 16 e 17 anos e pessoas com 70 anos ou mais nas eleições de 2026

Caminhos da Reportagem: importância do voto para jovens e idosos

O tema Do primeiro ao último voto é o foco do próximo episódio do Caminhos da Reportagem, que será exibido nesta segunda (21), às 23h30, na TV Brasil, apresentando aos telespectadores a parcela de eleitores para quem votar é facultativo e não obrigatório.

Entre os quase 159 milhões de cidadãos aptos a votar nas eleições de 2026, há jovens com 16 e 17 anos e idosos com 70 anos ou mais. A pauta mergulha nas razões que levam boa parte desses eleitores a ir às urnas para exercer um direito conquistado com a redemocratização do Brasil.

Foco e objetivo

O programa busca entender por que a maioria dessas pessoas opta por votar, ainda que o voto seja facultativo para os grupos de jovens de 16 e 17 anos e de idosos com 70 anos ou mais, compreendendo a relação entre participação cívica e a defesa da democracia após a ditadura militar.

Depoimentos e perspectivas

Entre as falas que aparecem na matéria, a pesquisadora Ana Amélia Camarano afirma que indivíduos com 70 anos ou mais que votam demonstram consciência sobre a importância do voto. O estudante Brayan de Sousa, de 17 anos, comenta que a decisão de votar pode influenciar as políticas que afetam a vida adulta, como estágios e educação superior.

Experiências de ativismo e memória histórica

A jornalista Manuela Pinho, que participou ativamente da mobilização pelo voto de adolescentes no final dos anos 1980, relembra a campanha Se liga, 16. Ela explica que, após a Constituinte de 1988 e a primeira eleição presidencial de 1989, houve um embalo para discutir participação cívica. Ela também cita a mobilização popular e o diálogo com parlamentares como parte do processo de conquista do direito ao voto para jovens.

História recente na vida de famílias

Manuela compartilha ainda um exemplo pessoal ao falar da filha, que, na época adolescente, tirou o título de eleitor motivada pela curiosidade e pela decisão própria. Esse testemunho ilustra o efeito contínuo da participação cívica no ambiente familiar.

Perspectiva de defesa de direitos e inclusão

O fiscal de finanças Manoel de Matos, que possui deficiência visual, auditiva e física, afirma que votar é uma forma de lutar pelos direitos e ocupar espaço como cidadão. Ele explica que, para pessoas com deficiência, o voto é uma maneira de demonstrar contribuição para a democracia, reconhecendo a invisibilidade que muitas vezes a sociedade reserva a esse grupo.

Contexto demográfico do eleitorado

A matéria ressalta que o envelhecimento da população tem alterado o perfil do eleitorado brasileiro. Em 2022, havia 14,8 milhões de eleitores com 70 anos ou mais; em 2026 esse contingente já ultrapassa 17,2 milhões. Paralelamente, o número de eleitores de 16 e 17 anos diminuiu em quase meio milhão, apontando tendências demográficas relevantes para o cenário eleitoral.

Ficha técnica e informações sobre o programa

A reportagem é de Marieta Cazarré. A produção conta com assistência cinematográfica de André Rodrigo Pacheco, Rogério Verçoza e Sigmar Gonçalves. O programa também cita a equipe técnica envolvida na produção, edição de texto e finalização, além de informações sobre onde e quando o Caminhos da Reportagem é exibido e disponibilizado.