A inflação oficial de agosto fechou em -0,32%, a menor taxa para o mês desde agosto de 2022, conforme divulgação do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Do total do IPCA, o Bônus de Itaipu e recuos de alimentos e de transportes foram os principais fatores de baixa, com a conta de luz destacando-se como o item que mais contribuiu para o resultado.
O IPCA acumula 4,22% em 12 meses, indicador que também marca o menor patamar desde março de 2026, e ficou abaixo das estimativas do mercado para o mês.
Contexto e Fatores-Chave
O IPCA de agosto ficou em -0,32%, devido principalmente ao desconto na conta de luz proporcionado pelo Bônus de Itaipu, que caiu em média 7,63%. O bônus acontece pela distribuição do saldo positivo da comercialização de Itaipu e resulta em crédito na fatura de energia.
Quatro de nove grupos pesquisados apresentaram deflação: Habitação (-1,87%), Alimentação e bebidas (-0,34%), Transportes (-0,86%) e Comunicações (-0,09%). A Habitação registrou a deflação mais profunda desde o início do Plano Real, em 1994.
Impactos Setoriais
No grupo Alimentação e bebidas, a deflação ocorreu pela terceira vez consecutiva, com quedas relevantes em itens como batata-inglesa (-19,89%), cenoura (-11,22%), cebola (-11,07%) e tomate (-10,94%).
Em Transportes, as passagens aéreas recuíram 13,17%, ajudando a reduzir o índice, assim como a queda nos preços de combustíveis: etanol (-3,95%), óleo diesel (-0,80%) e gasolina (-0,59%). O gás veicular subiu 2,62%.
Outros Dados
Entre os 12 meses, o IPCA acumula 4,22%, menor desde março de 2026 (4,14%). O Boletim Focus apontou previsão de inflação para agosto de -0,23% no mês, com expectativa de 5% para o fim de 2026.
O índice de difusão ficou em 54%, indicando que 54% dos 377 itens pesquisados tiveram alta de preço. O grupo Serviços subiu 0,03%; os preços monitorados encolheram 1,26%, reforçando o peso da luz na composição do IPCA.