Rio confirma caso de raiva em cão que teve contato com morcego

Cão de área urbana na Zona Oeste foi diagnosticado com raiva em agosto; animais relacionados ao caso foram vacinados e monitorados, sem registro de raiva humana

Rio confirma caso de raiva em cão que teve contato com morcego

Um cão que morava em área urbana na Zona Oeste do Rio de Janeiro teve diagnóstico confirmado de raiva em agosto e precisou ser sacrificado. Segundo alerta divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde fluminense (SES-RJ) em 18 de setembro, o animal possuía histórico de contato com morcegos.

A Secretaria Municipal de Saúde do Rio informou que, após a confirmação do caso no bairro de Santa Cruz pela Secretaria Municipal de Proteção e Defesa dos Animais, foi realizada uma pesquisa epidemiológica para apurar o alcance do risco e as medidas de proteção à população.

O que aconteceu e onde

O caso ocorreu em área urbana, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, com o cão tendo mantido contato com morcegos. O diagnóstico de raiva foi confirmado no mês de agosto, levando ao sacrifício do animal.

A confirmação gerou mobilização das autoridades municipais de saúde: a Secretaria Municipal de Saúde realizou uma pesquisa epidemiológica após o bairro de Santa Cruz ter sido indicado pela Secretaria Municipal de Proteção e Defesa dos Animais como local do caso.

Quem esteve envolvido

Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ): divulgou o alerta de 18 de setembro e detalhou o histórico de contato com morcegos do animal.

Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro: acionada para conduzir a epidemiologia do caso local.

Secretaria Municipal de Proteção e Defesa dos Animais: confirmou o caso no bairro de Santa Cruz, contribuindo para as ações subsequentes.

Conselho Regional de Medicina Veterinária do Rio de Janeiro (CRMV-RJ): o presidente Diogo Alves enfatizou a necessidade de manter a vacinação antirrábica de cães e gatos em dia.

Medidas adotadas e consequências

Pessoas que tiveram contato com o animal receberam profilaxia antirrábica e foram monitoradas; não houve registro de casos de raiva humana até o momento.

A vacinação antirrábica é enfatizada como medida de prevenção, com campanhas coordenadas pelos municípios. A SES-RJ atua na coordenação, orientação técnica, monitoramento e apoio às secretarias municipais de saúde para essa vacinação.

A Campanha de Vacinação Antirrábica de 2026 no estado está programada para o próximo sábado (26). A participação de tutores é destacada como fundamental para ampliar a cobertura vacinal e proteger a população animal.

Além da vacinação, recomenda-se evitar que cães e gatos tenham acesso livre às ruas; cães devem usar coleira e guia, e gatos devem permanecer em ambiente domiciliar com telas de proteção. Profissionais que trabalham com animais devem usar equipamentos de proteção individual durante o manejo.

A vigilância municipal em saúde deve ser comunicada imediatamente sobre cães ou gatos com sinais sugestivos de raiva, como mudanças de comportamento, salivação excessiva, coordenação motora prejudicada ou paralisia progressiva. Animais desconhecidos, feridos ou com comportamento alterado não devem ser manipulados.

Cuidados com morcegos e orientação pública

O CRMV-RJ alerta que morcegos encontrados durante o dia ou em locais incomuns podem estar infectados e orienta não tocar no animal, vivo ou morto, nem tentar capturá-lo. O recolhimento deve ser feito pelo serviço de zoonoses do município.

A SES-RJ reforça que morcegos desempenham papel ecológico relevante e devem ser preservados. Eles contribuem para polinização, dispersão de sementes e controle de insetos, e são protegidos pela legislação.

Em casos de mordeduras, arranhões ou lambeduras de mucosas por qualquer mamífero, deve-se procurar uma unidade de saúde rapidamente, lavar o local com água e sabão, e avaliar a necessidade de vacinação ou de soro/imunoglobulina quando indicado. A orientação é ainda mais vigilante em agressões envolvendo morcegos ou animais silvestres.